A negociação amigável como parceira do empreendimento: um case de gestão fundiária

Gestão Fundiária

Case de Sucesso

Editoria Geo3D

3 min de leitura

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Em grandes obras lineares — uma linha de transmissão, uma rodovia, uma ferrovia — o maior risco de cronograma quase nunca está na engenharia. Está na terra. Cada quilômetro de traçado cruza dezenas de propriedades, e cada propriedade tem um dono, uma história e uma expectativa. É aí que muitos empreendimentos travam. E é aí que a negociação amigável, bem conduzida, deixa de ser um detalhe jurídico para virar parceira do empreendimento.


Um dos clientes atendidos — uma das maiores empresas de um setor de infraestrutura do país — precisava liberar a faixa de um empreendimento que cruzava aproximadamente 1.500 propriedades em diversos municípios de Minas Gerais. O prazo era rígido: cada semana de atraso na liberação fundiária empurrava toda a obra e os custos associados. E o cliente já sabia o que não queria: transformar cada proprietário em um processo judicial.

A desapropriação ou a servidão pela via judicial parece, à primeira vista, o caminho de força. Na prática, costuma ser o mais lento e o mais caro: anos de processo, depósitos, perícias, incerteza de prazo e — não menos importante — o desgaste da imagem do empreendedor na região onde ele vai operar pelas próximas décadas. Cada liminar é um trecho de obra parado.

Cada liminar é um trecho de obra parado.

Negociar de forma amigável não é improvisar simpatia. É método. O trabalho combinou três frentes: cadastro e avaliação técnica de cada propriedade, para chegar à mesa com dados, e não com achismo; abordagem humana e local, respeitando o tempo e a realidade de cada proprietário — do grande produtor ao pequeno posseiro; e documentação e rastreabilidade de cada acordo, para que o combinado se sustente também do ponto de vista jurídico.

MÉTODO, NÃO SORTE

O resultado é uma negociação que protege o proprietário, o cliente e o cronograma ao mesmo tempo — dado técnico, presença local e rastreabilidade jurídica caminhando juntos.

Com a evolução da metodologia de gestão fundiária, o índice de acordos amigáveis avançou de 19% em 2021 para 49% em 2022, 66% em 2023 e 80% em 2024.

80
% de acordos amigáveis alcançados em 2024
60
dias de redução no prazo de liberação das propriedades
20
dias de prazo de pagamento alcançado
9,5
milhões de reais em custos evitados com Escritura Pública

Em obras lineares, a engenharia fundiária não é o fim da fila — é o que destrava o início.



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